Governo do Distrito Federal
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25/06/18 às 10h59 - Atualizado em 30/10/18 às 12h17

Estudantes da UnB apresentam triciclo para paraplégicos em inauguração do Biotic

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Demonstração de ciclismo com estimulação elétrica foi uma das atrações

 

 

Foto: Projeto EMA TRIKE

Inovação e tecnologia aliadas à saúde e qualidade de vida. Essa é a proposta da equipe de estudantes da Universidade de Brasília, UnB, responsável pelo projeto Ema Trike, uma espécie de triciclo adaptado para pessoas paraplégicas pedalarem com as próprias pernas. O projeto EMA (Empoderamento, Mobilidade e Autonomia) foi apresentado no espaço Maker do SebraeLab na inauguração do edifício sede do Parque Tecnológico Biotic, na quinta-feira, 21.

 

O grupo de pesquisa é formado por quinze membros entre alunos e professores de cursos como engenharia elétrica, mecatrônica e fisioterapeutas. Eles trabalham no projeto há cerca de quatro anos e desenvolvem várias tecnologias para pessoas que têm deficiência motora, paraplégicos, tetraplégicos, pessoas que sofreram derrame ou que têm esclerose múltipla.

 

“Nosso principal foco é criar conhecimento e divulgar no meio científico. Temos um sonho de abrir uma startup a partir do projeto EMA e dessa forma conseguir disponibilizar essa tecnologia a paraplégicos que não estão dentro do protocolo de pesquisa”, explica o engenheiro e pesquisador Lucas Fonseca.

 

O primeiro protótipo ficou pronto há pouco mais de dois anos, quando eles convidaram o atleta paraolímpico Estevão Lopes para os testes iniciais. “Em 2016, com menos de um ano de treinamento, nós participamos da Cybathlon – conhecida mundialmente como olímpiadas biônicas e chegamos à final com essa tecnologia que é 100% brasiliense”, recorda o atleta.

 

Estevão Lopes reconheceu que a experiência trouxe inúmeros benefícios para a sua saúde. “Eu não mexia nenhum dedinho e agora estou pedalando. Foi surreal. Se me falassem isso há uns anos eu iria rir. Os ganhos de hipertrofia são incríveis, só de musculatura eu ganhei mais de 15cm em cada coxa, sem falar na qualidade da pele, circulação e qualidade óssea”, definiu.

 

Funcionamento da Trike

Um computador embarcado na Trike controla um estimulador elétrico ligado a alguns músculos específicos da perna do piloto. “Nós mandamos um sinal direto para o músculo, ele contrai e gera força para pedalar. Se trata de sincronizar a força certa, o músculo certo, na hora certa para produzir movimentos funcionais como o ciclismo”, detalha Lucas Fonseca.

 

O pesquisador da UnB acrescenta que a expectativa em relação ao Biotic é diminuir a distância que existe entre o projeto de pesquisa e o mercado. “Aqui temos empresas e instituições especialistas em profissionalizar nosso trabalho. Pretendemos nos aproximar de investidores, consultores de outras empresas e aprender com eles para crescer nesse ramo”, finaliza.