Governo do Distrito Federal
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28/05/18 às 21h10 - Atualizado em 30/10/18 às 12h17

SEDICT recebe representantes das empresas de gás de cozinha para discutir soluções no transporte do produto

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Foto: Raquel Reis

Comboios policiais vão garantir o abastecimento de gás de cozinha no Distrito Federal. A medida foi decidida na tarde desta segunda-feira (28) em uma reunião entre o subsecretário de Relação com o Setor Produtivo da Secretaria de Desenvolvimento, Econômico, Ciência e Tecnologia (SEDICT), Márcio Faria Junior e representantes das empresas responsáveis pela distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) no DF.

 

O encontro teve o objetivo de mapear a real situação da entrada e estoque do produto nas centrais de distribuição. A medida pretende evitar o desabastecimento total de gás no DF, que pode ser provocado pela greve dos caminhoneiros.

 

Márcio Faria explicou que intenção foi conhecer a realidade do estoque das empresas para o fornecimento do gás. “Além disso, precisamos saber onde estão as cargas de ida e volta para que possamos enviar equipes de inteligência da segurança pública com o apoio da Força Nacional. Eles irão resgatar e acompanhar os caminhões até o destino final”, acrescentou o subsecretário.

 

A SEDICT está contando com o auxílio da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP/DF) que vai enviar comboios policiais para fazer a escolta das cargas. “Para isso, as empresas deverão encaminhar informações dos caminhões que estão presos em pontos de bloqueio nos estados que fazem divisa com o DF”, disse o subsecretário de inteligência da SSP, Anderson Espíndola.

 

“Além do fornecimento para o consumidor final, a nossa preocupação é o impacto sócio econômico que está sendo causado nesses últimos dias. Deixamos de comercializar aproximadamente 70 mil botijões P13, aqueles de uso doméstico, com um prejuízo estimado em 1,5 milhão de reais só para as revendas”, disse o diretor presidente do Sindicato das empresas transportadoras e revendedoras GLP no DF (Sindvargas), Sérgio Costa.

 

Devido à falta do produto, há denúncias de que alguns empresários estão cobrando muito acima do valor de mercado. Porém, a prática ilegal está sendo identificada e será passível de punição, como explica o subsecretário Márcio Farias “A polícia juntamente com os órgãos de fiscalização vão autuar e as pessoas poderão responder por crime contra a economia do Distrito Federal”, completou.

 

Representantes da Agência Nacional de Petróleo (ANP) também participaram da reunião.