Governo do Distrito Federal
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20/06/18 às 9h52 - Atualizado em 30/10/18 às 12h17

Instituições de ensino reconhecem valor do Biotic

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Expectativa é que o parque seja um ambiente de inovação referência para o país

 

O Parque Tecnológico Biotic está sendo entregue em Brasília com inauguração do prédio de governança, nesta quinta-feira, 21. O local será um ambiente de cooperação e geração de negócios entre empresas, universidades e centros de pesquisa. A previsão é de que o Parque se torne um grande polo para profissionais ligados à tecnologia da informação, biotecnologia e a área de startups, aquelas responsáveis pelos pequenos projetos de inovação com base tecnológica.

 

No mundo acadêmico, as expectativas são as melhores. Afinal, é de lá que saem os profissionais que alimentam a demanda do mercado tecnológico com ideias inovadoras, segurança, armazenamento e gestão de dados.

 

A estimativa do professor titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília, UnB, Luís Afonso Bermudez, é de que no Distrito Federal cerca de três mil profissionais ligados a diversas áreas tecnológicas sejam formados todos os anos. “É necessário investir na retenção desses especialistas, promover e dar condições para que esses talentos se desenvolvam cada vez mais, gerando conhecimento e principalmente renda”, destaca o professor, que foi um dos criadores do parque científico e tecnológico da UnB. O professor Luis Afonso acrescenta que o setor público no DF é e continuará a ser o grande comprador e estimulador de novas tecnologias inovadoras para o desenvolvimento econômico e social da região, junto com a iniciativa privada empreendedora.

 

Outra docente que reconhece as possibilidades de avanço com a entrega do Biotic é a professora do Instituto de Ciências Biológicas da UnB, Cristina Castro-Lucas.  “Você vai gerar um ambiente de inovação composto por cientistas, professores, técnicos, estudantes e empresários. É um fato que, sem dúvida, poderá repercutir no país inteiro” analisa a professora da UnB que ministra a disciplina de empreendedorismo, inovação, marcas e patentes. Cristina lembra ainda que existe uma falta de entendimento sobre o que um parque tecnológico pode proporcionar ao desenvolvimento da ciência e da economia de um país. “Ele pode projetar não só a questão da ciência em si, mas o posicionamento do estudante, do futuro cientista e de empreendedores dentro do cenário econômico”, completa a docente.

 

IFB

 

Uma das novidades na inauguração do prédio de governança do Biotic será a assinatura do acordo de cooperação que vai permitir a instalação do escritório de projetos do Instituto Federal Brasília (IFB). A responsável pelas relações públicas da instituição, Nilza Costa, explica que a ideia é dar mais viabilidade aos projetos desenvolvidos pelos alunos do IFB. “Nós temos vários trabalhos, pesquisas e projetos inovadores dos estudantes que podem ser interessantes para o mercado. Em um deles, um equipamento mede a eficácia dos aparelhos que aferem a pressão arterial. Em outro, uma impressora 3D faz objetos para cegos”, detalha Nilza.